sábado, 28 de setembro de 2019

Iaiá, você vai à Penha? (Folclore Capixaba)



Fábio Aiolfi
Iaiá, você vai à Penha?

Iaiá, você vai à Penha?

Iaiá, você vai à Penha?
Me leva ôôô, me levaaa...
Iaiá, você vai à Penha?
Me leva ôôô, me levaaa...


Eu vou tomar capricho
meu bem, vou trabalhar
Eu tenho promessa a pagar.

Essa promessa que eu tenho a pagar
É pra Santa Padroeira,
ela vai me ajudaaar...

Ô tindo-lelê
ô tindo-lalá
deixa a caixa bater
deixa o congo rolar.

Menina que vai na frente
carrega sua bandeira
é pra santa milagrosa
é a nossa padroeira.

sábado, 21 de setembro de 2019

Dia da Árvore!



21 de setembro é o dia da árvore!




Plante esta ideia!



Preserve a natureza!



quarta-feira, 11 de setembro de 2019

O Bicho - Manuel Bandeira




O bicho

Vi ontem um bicho
Na imundície do pátio
Catando comida entre os detritos.

Quando achava alguma coisa,
Não examinava nem cheirava:
Engolia com voracidade.

O bicho não era um cão,
Não era um gato,
Não era um rato.

O bicho, meu Deus, era um homem.


O bicho declamado.

quinta-feira, 5 de setembro de 2019

Hambúrguer de carne vegetal no Burger King do Brasil



Boa Notícia! Não Coma Carne!

A partir de setembro, o Burger King Brasil disponibilizará em suas lojas um sanduíche feito com carne vegetal, ou seja, que não é de origem animal. Trata-se do Rebel Whopper, resultado de uma parceria da rede de fast food com a Marfrig, uma das maiores processadores de carne animal do mundo. 

As empresas anunciaram que o hambúrguer é 100% feito de ingredientes vegetais, mas não reveleram a sua composição exata. A única informação divulgada é que contém soja, além de ter uma composição "zero colesterol". O produto é feito na mesma chapa em que as carnes tradicionais, podendo ter contato com produtos de origem animal. 
  

O Rebel Whopper ainda leva alface, tomate, queijo, maionese, picles, cebola e pão com gergelim. Ou seja, não é vegano. Entretanto, o Burger King declarou que os clientes podem pedir para que o lanche seja montado da maneira que acharem mais agradável – adicionado ou removendo ingredientes. 

O Brasil é o terceiro país onde o Burger King investe na venda de carnes vegetais. Nos Estados Unidos, a rede oferece o Impossible Whopper, feito com carne de proteína isolada de soja, proteína de batata e óleos de coco e de girassol. O produto é da empresa Impossible Foods. Uma opção plant-based (a base de plantas) também está disponível na Suécia. 



quarta-feira, 28 de agosto de 2019

Mapa do Turismo do Espírito Santo 2019




Região Turística Doce Terra Morena

Montanha -  Categoria D
Mucurici – Categoria D

Região Turística Pedras, Pão e Mel

Boa Esperança – Categoria D
Nova Venécia – Categoria C
São Gabriel da Palha – categoria D
Vila Pavão – Categoria E

Região Turística Doce Pontões Capixabas

Colatina – Categoria B
Governador Lindenberg– Categoria D
Mantenópolis – Categoria D
Pancas – Categoria D
São Domingos do Norte – categoria D

Região Turística do Verde e das Águas

Aracruz – Categoria B
Conceição da Barra – Categoria C
Linhares – Categoria B
São Mateus – Categoria B

Região Turística dos Imigrantes

Ibiraçu – Categoria D
Itaguaçu – Categoria D
Itarana – Categoria D
João Neiva – Categoria D
Santa Leopoldina – Categoria D
Santa Maria de Jetibá – Categoria D
Santa Teresa- Categoria C

Região Turística Montanhas Capixabas

Afonso Cláudio – Categoria D
Brejetuba – Categoria D
Castelo – Categoria D
Conceição do Castelo – Categoria E
Domingos Martins – Categoria B
Marechal Floriano – Categoria D
Vargem Alta – Categoria D
Venda Nova do Imigrante – Categoria C

Região Turística Metropolitana

Cariacica – Categoria C
Fundão – categoria C
Guarapari – Categoria B
Serra – Categoria B
Viana – Categoria D
Vila Velha – Categoria B
Vitória – Categoria A

Região Turística dos Vales e do Café

Cachoeiro do Itapemirim – Categoria B
Mimoso do Sul – categoria D
Muqui- Categoria D

Região Turística da Costa e da Imigração

Alfredo Chaves – Categoria D
Anchieta – categoria B
Iconha – Categoria D
Piúma – Categoria B

Região Turística do Caparaó

Alegre – Categoria C
Divino São Lourenço – Categoria E
Dores do Rio Preto – Categoria D
Guaçuí – Categoria C
Ibatiba – Categoria D
Ibitirama – Categoria E
Irupi – Categoria E
Iúna – Categoria C
Jerônimo Monteiro – Categoria D
Muniz Freire- Categoria  D





Saiba mais aqui: https://setur.es.gov.br/Not%C3%ADcia/novo-mapa-do-turismo-brasileiro-e-divulgado-pelo-ministerio-do-turismo?fbclid=IwAR0K11nZIZ978TyPadkffHwFHC6sMdgYB9ZRMPAJe5ujnO55p9cgdN76erw 

Marataízes - A Pérola Capixaba (Zine)



Saudações,

tudo bom?

No dia 17 de agosto, aconteceu o lançamento do fanzine: Marataízes - A Pérola Capixaba, na Câmara dos Vereadores de Marataízes.

Este Zine é fruto de uma parceria com a escritora capixaba Bárbara Pérez.

São algumas poesias em homenagem a esta terra que tanto amamos. Em um lugar de onde a índia Ísis perde sua vida, onde o rei tem coroa e massa amarela, onde lagoas e praias se juntam na beleza da foz do Itapemirim.

É a primeira parceria da Cleópatra Editora Cartonera e Academia Marataizense de Letras, que honra!

Declamo uma das poesias no vídeo a seguir:

Poesia: Ruínas do Trapiche - Bárbara Pérez & Fábio Aiolfi.





 Declamando...




O Trapiche resiste... insiste. 



Um pouco do que rolou:





















Em breve tem mais!


terça-feira, 18 de junho de 2019

Tradições Folclóricas em Marataízes!





O último sábado (15) foi inesquecível. A Academia Marataizense de Letras, na figura da escritora capixaba Bárbara Pérez, promoveu o evento: Tradições Folclóricas, em Marataízes.
Há anos acompanho o ativismo cultural de Bárbara, que além de escrever, se preocupa com a produção artística e cultural de sua cidade do coração.
O evento começou com a minha oficina: Faz de Conta, um Conto – A Arte de Contar Histórias (pela terceira vez na cidade), realizada no Bar Arabella.  Em seguida, apresento a contação de histórias: Faz de Conta, um Conto (Completando a marca de 60 apresentações, sendo que 4 foram  em Marata).

Com as bailarinas Mária e Alice.

As bailarinas Alice Lopes da Costa e Mária Lopes da Costa dançaram a dança do ventre, encantando o público.
A segunda parte do evento aconteceu na Praça do Erivelto, com a roda de capoeira da APAE de Marataízes. Num instante, todo o lugar estava vibrando com a música.

A artista plástica Michele Fonseca Nasr e a escritora Bárbara Pérez.

O Folclore Capixaba reinou em um grande encontro de bandas de Jongo. O grupo São Benedito Sol e Lua de Anchieta abriu a roda com batuque e casaca em uma apresentação emocionante.
O Grupo de Caxambu Andorinha de Jerônimo Monteiro, e seu uniforme vermelho se confundiu com o azul do São Benedito Sol e Lua, que entrou na roda, e celebraram aquela festa como se fossem um mesmo grupo. 
O Jongo Mestre Bento de Barra do Itapemirim, inicia sua apresentação em um ritmo mais calmo do que o anteriores. Convidou para a roda o Jongo Maria Preta e Zé Porto, resgatado pela Academia Marataizense de Letras.
Que lindo evento!

segunda-feira, 25 de março de 2019

Toda quinta, um poema

Salve!

Estou postando em meu canal do Youtube, um poema por semana. Estou gostando muito do resultado. 

Este projeto se chama: 
Toda quinta, um poema.

Se inscreva, ative o sininho de notificações: Clique Aqui


Efe.



Fábio Aiolfi - Corações na Prateleira


Fábio Aiolfi - O Nascimento de Vênus





quarta-feira, 6 de fevereiro de 2019

Carlos Drummond previu a Tragédia de Mariana e Brumadinho?



Como veremos neste artigo literário de hoje, os versos do poeta Carlos Drummond de Andrade, que nasceu em Itabira, mesma cidade em que surgiu a Vale do Rio Doce em 1942, carregam um tom de tristeza com os efeitos da mineração.

O poema Lira Itabirana foi publicado em 1984 no jornal Cometa Itabirano e jamais chegou a ganhar a versão em livro. Já a tragédia de Mariana ocorreu em 2015, com o rompimento da barragem de Fundão, da mineradora Samarco, que é controlada pela Vale e pela BHP Billiton. E, recentemente, o desastre de Brumadinho reforça a premonição de Drummond.

Podemos dizer que a profunda sensibilidade e criticidade do poeta deixaram no registro do poema aquilo que viria a se tornar real?
Drummond, ao longo de toda sua produção literária, não hesitou em fazer a crítica social do seu tempo. Em muitos outros escritos, o poeta desenhou um cenário realista, melancólico e assombroso da atividade de mineração no seu estado.

Vamos analisar o poema?

“Lira Itabirana”
I

O Rio?
É doce.
A Vale?
Amarga.
Ai, antes fosse
Mais leve a carga.

II

Entre estatais
E multinacionais,
Quantos ais!

III

A dívida interna.
A dívida externa
A dívida eterna.

IV

Quantas toneladas exportamos
De ferro?
Quantas lágrimas disfarçamos
Sem berro?

Carlos Drummond de Andrade, 1984


Comentários: Observe as escolhas de palavras que, ora abordam os elementos presentes no universo das mineradoras, ora são carregadas de subjetividade e sentimentos de dor, pesar e tristeza, como acontece, por exemplo, com a polissemia da palavra carga, no final da primeira estrofe. Também, a antítese presente em doce e amargo reforça a os sentimentos contrários entre a natureza e a empresa de exploração.

Na segunda estrofe, as figuras de som que aparecem após as rimas, temos ainda “Quantos ais” (onomatopeia), referindo-se às feridas provocadas pela exploração das estatais e multinacionais e De ferro e sem berro, na quarta estrofe, criando a relação entre o elemento natural ferro, que é pesado, e o sentimento guardado por todos.   Na segunda estrofe, porém, impressiona o último verso “dívida eterna”, como que parecendo ter previsto a tragédia de Mariana pois, segundo especialistas, a natureza demorará décadas para se recuperar.

Interessante é observar como é tão atual o texto de Drummond sobre a exploração de nossas riquezas naturais. Essa é a magia da Literatura!

Fonte: http://www.lerecompreendertextos.com.br/2018/03/carlos-drummond-interpretacao-poema.html

sábado, 1 de setembro de 2018

Prisioneiro da Eutanásia estreia no Festival de Teatro do Piauí

Os atores Everk Amorim e Denis Silva em cena.


Opa! Aqui estoy!


A peça: Prisioneiro da Eutanásia que escrevi com o meu grande amigo Flávio Cavalcante, estreou ontem no Festival de Teatro do Piauí. Uma produção do Grupo Cangaço de Teatro, no Teatro Maria Bonita.
O espetáculo conta com a direção de Rosivaldo Olivetto e o duo maravilhoso de atores: Everk Amorim e Denis Silva

Fiquei muito feliz em ver este texto nas mãos responsáveis deste grupo incrível. 

☺️





Programação do Festival 



segunda-feira, 30 de julho de 2018

TOP 10: Melhores poemas de Cecília Meireles



Valsa



Fez tanto luar que eu pensei em teus olhos antigos
e nas tuas antigas palavras.
O vento trouxe de longe tantos lugares em que estivemos
que tornei a viver contigo enquanto o vento passava.

Houve uma noite que cintilou sobre o teu rosto 
e modelou tua voz entre as algas.

Eu moro, desde então, nas pedras frias que o céu protege
e estudo apenas o ar e as águas.

Coitado de quem pôs sua esperança
nas praias fora do mundo...

- Os ares fogem, viram-se as água,
mesmo as pedras, com o tempo, mudam.

Motivo

Eu canto porque o instante existe
e a minha vida está completa.
Não sou alegre nem sou triste:
sou poeta.

Irmão das coisas fugidias,
não sinto gozo nem tormento.
Atravesso noites e dias
no vento.

Se desmorono ou se edifico,
se permaneço ou me desfaço,
— não sei, não sei. Não sei se fico
ou passo.

Sei que canto. E a canção é tudo.
Tem sangue eterno a asa ritmada.
E um dia sei que estarei mudo:
— mais nada.



Despedida

Por mim, e por vós, e por mais aquilo 
que está onde as outras coisas nunca estão, 
deixo o mar bravo e o céu tranqüilo: 
quero solidão. 

Meu caminho é sem marcos nem paisagens. 
E como o conheces? - me perguntarão. 
- Por não ter palavras, por não ter imagens. 
Nenhum inimigo e nenhum irmão. 

Que procuras? - Tudo. Que desejas? - Nada. 
Viajo sozinha com o meu coração. 
Não ando perdida, mas desencontrada. 
Levo o meu rumo na minha mão. 

A memória voou da minha fronte. 
Voou meu amor, minha imaginação... 
Talvez eu morra antes do horizonte. 
Memória, amor e o resto onde estarão? 

Deixo aqui meu corpo, entre o sol e a terra. 
(Beijo-te, corpo meu, todo desilusão! 
Estandarte triste de uma estranha guerra...) 

Quero solidão.

Personagem

Teu nome é quase indiferente 
e nem teu rosto já me inquieta. 
A arte de amar é exactamente 
a de se ser poeta. 

Para pensar em ti, me basta 
o próprio amor que por ti sinto: 
és a ideia, serena e casta, 
nutrida do enigma do instinto. 

O lugar da tua presença 
é um deserto, entre variedades: 
mas nesse deserto é que pensa 
o olhar de todas as saudades. 

Meus sonhos viajam rumos tristes 
e, no seu profundo universo, 
tu, sem forma e sem nome, existes, 
silêncio, obscuro, disperso. 

Teu corpo, e teu rosto, e teu nome, 
teu coração, tua existência, 
tudo - o espaço evita e consome: 
e eu só conheço a tua ausência. 

Eu só conheço o que não vejo. 
E, nesse abismo do meu sonho, 
alheia a todo outro desejo, 
me decomponho e recomponho. 


Retrato

Eu não tinha este rosto de hoje,
Assim calmo, assim triste, assim magro,
Nem estes olhos tão vazios,
Nem o lábio amargo.

Eu não tinha estas mãos sem força,
Tão paradas e frias e mortas;
Eu não tinha este coração
Que nem se mostra.

Eu não dei por esta mudança,
Tão simples, tão certa, tão fácil:
— Em que espelho ficou perdida
a minha face?

Inscrição na Areia

O meu amor não tem 
importância nenhuma. 
Não tem o peso nem 
de uma rosa de espuma!

Desfolha-se por quem?
Para quem se perfuma?

O meu amor não tem
importância nenhuma.



Sereia

Linda é a mulher e o seu canto,
ambos guardados no luar.
Seus olhos doces de pranto
─ quem os pudera enxugar
devagarinho com a boca,
ai!
com a boca, devagarinho...

Na sua voz transparente
giram sonhos de cristal.
Nem ar nem onda corrente
possuem suspiro igual,
nem búzios nem as violas,
ai!
Nem as violas nem os búzios...

Tudo pudesse a beleza,
e, de encoberto país,
viria alguém, com certeza,
para fazê-la feliz,
contemplando-lhe alma e corpo,
ai!
alma e corpo contemplando-lhe...

Mas o mundo está dormindo
em travesseiros de luar.
A mulher do canto lindo
ajuda o mundo a sonhar,
com o canto que vai matando,
ai!
E morrerá de cantar.

Canção

Pus o meu sonho num navio 
e o navio em cima do mar; 
— depois, abri o mar com as mãos, 
para o meu sonho naufragar. 

Minhas mãos ainda estão molhadas 
do azul das ondas entreabertas, 
e a cor que escorre dos meus dedos 
colore as areias desertas. 

O vento vem vindo de longe, 
a noite se curva de frio; 
debaixo da água vai morrendo 
meu sonho, dentro de um navio... 


Lua adversa

Tenho fases, como a lua
Fases de andar escondida,
fases de vir para a rua…
Perdição da minha vida!
Perdição da vida minha!
Tenho fases de ser tua,
tenho outras de ser sozinha.

Fases que vão e que vêm,
no secreto calendário
que um astrólogo arbitrário
inventou para meu uso.

E roda a melancolia
seu interminável fuso!
Não me encontro com ninguém
(tenho fases, como a lua…)
No dia de alguém ser meu
não é dia de eu ser sua…
E, quando chega esse dia,
o outro desapareceu…

Ou isto ou aquilo

Ou se tem chuva e não se tem sol,
ou se tem sol e não se tem chuva!

Ou se calça a luva e não se põe o anel,
ou se põe o anel e não se calça a luva!

Quem sobe nos ares não fica no chão,
quem fica no chão não sobe nos ares.

É uma grande pena que não se possa
estar ao mesmo tempo nos dois lugares!

Ou guardo o dinheiro e não compro o doce,
ou compro o doce e gasto o dinheiro.

Ou isto ou aquilo: ou isto ou aquilo…
e vivo escolhendo o dia inteiro!

Não sei se brinco, não sei se estudo,
se saio correndo ou fico tranqüilo.

Mas não consegui entender ainda
qual é melhor: se é isto ou aquilo.