A partir de setembro, o Burger King Brasil disponibilizará em suas lojas um sanduíche feito com carne vegetal, ou seja, que não é de origem animal. Trata-se do Rebel Whopper, resultado de uma parceria da rede de fast food com a Marfrig, uma das maiores processadores de carne animal do mundo.
As empresas anunciaram que o hambúrguer é 100% feito de ingredientes vegetais, mas não reveleram a sua composição exata. A única informação divulgada é que contém soja, além de ter uma composição "zero colesterol". O produto é feito na mesma chapa em que as carnes tradicionais, podendo ter contato com produtos de origem animal.
O Rebel Whopper ainda leva alface, tomate, queijo, maionese, picles, cebola e pão com gergelim. Ou seja, não é vegano. Entretanto, o Burger King declarou que os clientes podem pedir para que o lanche seja montado da maneira que acharem mais agradável – adicionado ou removendo ingredientes.
O Brasil é o terceiro país onde o Burger King investe na venda de carnes vegetais. Nos Estados Unidos, a rede oferece o Impossible Whopper, feito com carne de proteína isolada de soja, proteína de batata e óleos de coco e de girassol. O produto é da empresa Impossible Foods. Uma opção plant-based (a base de plantas) também está disponível na Suécia.
Boa Esperança – Categoria D
Nova Venécia – Categoria C
São Gabriel da Palha – categoria D
Vila Pavão – Categoria E Região Turística Doce Pontões Capixabas
Colatina – Categoria B
Governador Lindenberg– Categoria D
Mantenópolis – Categoria D
Pancas – Categoria D
São Domingos do Norte – categoria D
Região Turística do Verde e das Águas
Aracruz – Categoria B
Conceição da Barra – Categoria C
Linhares – Categoria B
São Mateus – Categoria B
Região Turística dos Imigrantes
Ibiraçu – Categoria D
Itaguaçu – Categoria D
Itarana – Categoria D
João Neiva – Categoria D
Santa Leopoldina – Categoria D
Santa Maria de Jetibá – Categoria D
Santa Teresa- Categoria C
Região Turística Montanhas Capixabas
Afonso Cláudio – Categoria D
Brejetuba – Categoria D
Castelo – Categoria D
Conceição do Castelo – Categoria E
Domingos Martins – Categoria B
Marechal Floriano – Categoria D
Vargem Alta – Categoria D
Venda Nova do Imigrante – Categoria C
Região Turística Metropolitana
Cariacica – Categoria C
Fundão – categoria C
Guarapari – Categoria B
Serra – Categoria B
Viana – Categoria D
Vila Velha – Categoria B
Vitória – Categoria A
Região Turística dos Vales e do Café
Cachoeiro do Itapemirim – Categoria B
Mimoso do Sul – categoria D
Muqui- Categoria D
Região Turística da Costa e da Imigração
Alfredo Chaves – Categoria D
Anchieta – categoria B
Iconha – Categoria D
Piúma – Categoria B
Região Turística do Caparaó
Alegre – Categoria C
Divino São Lourenço – Categoria E
Dores do Rio Preto – Categoria D
Guaçuí – Categoria C
Ibatiba – Categoria D
Ibitirama – Categoria E
Irupi – Categoria E
Iúna – Categoria C
Jerônimo Monteiro – Categoria D
Muniz Freire- Categoria D
No dia 17 de agosto, aconteceu o lançamento do fanzine: Marataízes - A Pérola Capixaba, na Câmara dos Vereadores de Marataízes.
Este Zine é fruto de uma parceria com a escritora capixaba Bárbara Pérez.
São algumas poesias em homenagem a esta terra que tanto amamos. Em um lugar de onde a índia Ísis perde sua vida, onde o rei tem coroa e massa amarela, onde lagoas e praias se juntam na beleza da foz do Itapemirim.
É a primeira parceria da Cleópatra Editora Cartonera e Academia Marataizense de Letras, que honra!
Declamo uma das poesias no vídeo a seguir:
Poesia: Ruínas do Trapiche - Bárbara Pérez & Fábio Aiolfi.
O último sábado (15) foi inesquecível. A Academia
Marataizense de Letras, na figura da escritora capixaba Bárbara Pérez, promoveu
o evento: Tradições Folclóricas, em Marataízes.
Há anos acompanho o ativismo cultural de Bárbara, que além
de escrever, se preocupa com a produção artística e cultural de sua cidade do
coração.
O evento começou com a minha oficina: Faz de Conta, um Conto
– A Arte de Contar Histórias (pela terceira vez na cidade), realizada no Bar
Arabella. Em seguida, apresento a
contação de histórias: Faz de Conta, um Conto (Completando a marca de 60
apresentações, sendo que 4 foram em
Marata).
Com as bailarinas Mária e Alice.
As bailarinas Alice Lopes da Costa e Mária Lopes da Costa dançaram
a dança do ventre, encantando o público.
A segunda parte do evento aconteceu na Praça do Erivelto,
com a roda de capoeira da APAE de Marataízes. Num instante, todo o lugar estava
vibrando com a música.
A artista plástica Michele Fonseca Nasr e a escritora Bárbara Pérez.
O Folclore Capixaba reinou em um grande encontro de bandas
de Jongo. O grupo São Benedito Sol e Lua de Anchieta abriu a roda com batuque e
casaca em uma apresentação emocionante.
O Grupo de Caxambu Andorinha de Jerônimo Monteiro, e seu
uniforme vermelho se confundiu com o azul do São Benedito Sol e Lua, que entrou
na roda, e celebraram aquela festa como se fossem um mesmo grupo.
O Jongo Mestre Bento de Barra do Itapemirim, inicia sua
apresentação em um ritmo mais calmo do que o anteriores. Convidou para a roda o
Jongo Maria Preta e Zé Porto, resgatado pela Academia Marataizense de Letras.
Como veremos neste artigo literário de hoje, os versos do poeta Carlos Drummond de Andrade, que nasceu em Itabira, mesma cidade em que surgiu a Vale do Rio Doce em 1942, carregam um tom de tristeza com os efeitos da mineração.
O poema Lira Itabirana foi publicado em 1984 no jornal Cometa Itabirano e jamais chegou a ganhar a versão em livro. Já a tragédia de Mariana ocorreu em 2015, com o rompimento da barragem de Fundão, da mineradora Samarco, que é controlada pela Vale e pela BHP Billiton. E, recentemente, o desastre de Brumadinho reforça a premonição de Drummond.
Podemos dizer que a profunda sensibilidade e criticidade do poeta deixaram no registro do poema aquilo que viria a se tornar real?
Drummond, ao longo de toda sua produção literária, não hesitou em fazer a crítica social do seu tempo. Em muitos outros escritos, o poeta desenhou um cenário realista, melancólico e assombroso da atividade de mineração no seu estado.
Vamos analisar o poema?
“Lira Itabirana”
I
O Rio?
É doce.
A Vale?
Amarga.
Ai, antes fosse
Mais leve a carga.
II
Entre estatais
E multinacionais,
Quantos ais!
III
A dívida interna.
A dívida externa
A dívida eterna.
IV
Quantas toneladas exportamos
De ferro?
Quantas lágrimas disfarçamos
Sem berro?
Carlos Drummond de Andrade, 1984
Comentários: Observe as escolhas de palavras que, ora abordam os elementos presentes no universo das mineradoras, ora são carregadas de subjetividade e sentimentos de dor, pesar e tristeza, como acontece, por exemplo, com a polissemia da palavra carga, no final da primeira estrofe. Também, a antítese presente em doce e amargo reforça a os sentimentos contrários entre a natureza e a empresa de exploração.
Na segunda estrofe, as figuras de som que aparecem após as rimas, temos ainda “Quantos ais” (onomatopeia), referindo-se às feridas provocadas pela exploração das estatais e multinacionais e De ferro e sem berro, na quarta estrofe, criando a relação entre o elemento natural ferro, que é pesado, e o sentimento guardado por todos. Na segunda estrofe, porém, impressiona o último verso “dívida eterna”, como que parecendo ter previsto a tragédia de Mariana pois, segundo especialistas, a natureza demorará décadas para se recuperar.
Interessante é observar como é tão atual o texto de Drummond sobre a exploração de nossas riquezas naturais. Essa é a magia da Literatura!
A peça: Prisioneiro da Eutanásia que escrevi com o meu grande amigo Flávio Cavalcante, estreou ontem no Festival de Teatro do Piauí. Uma produção do Grupo Cangaço de Teatro, no Teatro Maria Bonita.
O espetáculo conta com a direção de Rosivaldo Olivetto e o duo maravilhoso de atores: Everk Amorim e Denis Silva. Fiquei muito feliz em ver este texto nas mãos responsáveis deste grupo incrível. ☺️